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ANESTESIA VS HIPNOSE

Introdução

Este artigo tem a priori o objetivo de demonstrar mais uma das muitas utilidades da hipnose como ferramenta de auxílio a comunidade científica e a sociedade em geral, aplicando o conhecimento prático do efeito anestésico através da hipnose. A hipnose tem muitas áreas de atuação em âmbito clínico o que prova a cada dia “que nasce” a versatilidade e importância no auxílio do profissional da saúde, seja o mesmo da área biomédica ou psicológica. Esta obra busca mostrar a probabilidade de irmos reduzindo gradualmente a utilização de anestesias químicas e aos poucos, expandirmos o alcance e conhecimento sobre a utilização da anestesia hipnótica (natural) nas intervenções cirúrgicas, bem como mostrar os benefícios desta escolha

Dor

O que é a dor? Dor é na realidade uma experiência sensorial e emocional desagradável, associada com um dano tecidual real ou potencial, sendo assim, a dor é na realidade um mecanismo de defesa do organismo que alerta o cérebro de que seus tecidos podem estar em perigo iminente. Esta é a explicação da I.A.S.P, ou, Internacional Association for the Study of Pain. De acordo com a instituição, a dor é separada em sua associação de dano tecidual em REAL e POTENCIAL, ou seja, quando temos a experiência de receber uma injeção, temos a experiência do dano tecidual REAL, afinal, temos nosso tecido perfurado pela agulha (instrumento perfurocortante), contudo, o que é muito impressionante, é que a outra maneira de “dano” tecidual vem de origem psicológica. O dano tecidual POTENCIAL é aquela dor, que por exemplo, um paciente de uma determinada clínica sente quando vê a agulha, antes mesmo de que o tecido do seu braço seja perfurado.


A percepção que temos da dor nada mais é do que um estímulo neurológico. Esta percepção social-científica de que a dor é um estímulo cerebral não é uma ideia recente, se voltarmos a Claudius Galenus (Κλαύδιος Γαληνός), médico investigativo romano de origem grega, que viveu entre 129-199 d.C. teremos noção de que ele já considerava a dor uma “sensação” originada no cérebro. Mais tarde com as pesquisas de Leonardo da Vinci (1452-1519), pudemos ver que ele descrevia a anatomia dos nervos do corpo humano e sua relação direta com a dor, confirmando assim a teoria galênica sobre o cérebro como motor central da dor. Da Vinci considerou o ventrículo como a estrutura receptora das sensações e a medula como condutora dos estímulos.

  

Saber que é dor cérebro já é algo, contudo, como ela existe? Simples! O funcionamento da dor funciona em cinco etapas conhecidas, sendo elas em sua ordem:


  1. Transdução;
  2. Condução;
  3. Transmissão;
  4. Percepção; e
  5. Modulação.


Não iremos nos aprofundar em cada uma das cinco fases geradoras da dor, contudo, vou descrever brevemente este passa a passo.


Assim que seu tecido sofrer algum dano, dá-se início então as nossas 5 etapas descritas, sendo a primeira delas a TRANSDUÇÃO, onde o estímulo nocivo ao seu tecido se traduz em um impulso elétrico (potencial de ação) que será encaminhado por um neurônio até chegar ao corno posterior da medula, essa primeira “dor existente” é chamada de dor nociceptiva, pelo fator do dano ser sempre captado pelos nossos nociceptores (receptores sensitivos primário) que estão localizados na nossa pele, nossas articulações e órgãos, mesmo que até aqui não exista dor alguma, apenas a captação dos danos teciduais. Existem três tipos de nociceptores, sendo eles: Mecanoceptores, Termorrecptores e os Quimiorrecptores.


  • Os mecanoceptores respondem quando ocorre um estímulo mecânico aos tecidos, como impacto, fricção, tracionamento ou rompimento.


  • Os termorrecptores respondem ao captar aquecimento ou resfriamento, contudo, só ao quebrar seus limites, sendo 40º (quarenta graus) para aquecimento e 10º (dez graus) para o resfriamento, a partir disso para mais ou para menos, os termorrecptores passam a atuar transmitindo dor, pois já classificam a estadia nestas temperaturas como um severo desconforto (sofrimento).


  • Os quimiorrecptores respondem quando ocorre uma resposta inflamatória no organismo, assim, são liberadas diversas substâncias como bradicinina, serotonina, histomina e outras. 


  • Na segunda etapa temos a CONDUÇÃO, etapa responsável por conduzir os impulsos elétricos gerados na primeira etapa através dos axônios aferentes até a raiz dorsal da medula. Até então, não existe dor alguma, somente a nocicepção que é o conjunto de eventos neurais através do qual os estímulos nocivos são detectados, convertidos em impulsos nervosos e transmitidos da periferia para o SNC (Sistema Nervoso Central). A velocidade da condução é variável pelo tipo de fibra nervosa.


Chegando a terceira etapa temos a TRANSMISSÃO, que ao receber os impulsos da condução, irá liberar um impulso elétrico que por sua vez vai liberar neurotransmissores que se ligarão aos neurônios da Raiz Dorsal. Este fenômeno irá gerar fortes estímulos na nossa medula, que por sua vez irá liberar os Neuropeptídios, conhecidos como Substância P (via neurokinina) que gera uma respostas pós sináptica, fazendo este sinal progredir e subir a medula até os centros mais altos, como o Tálamo e Córtex.


A quarta etapa é a PERCEPÇÃO, onde descobrimos que a dor só existe após os impulsos atingirem o Tálamo, anteriormente só existe a nocicepção, após o Tálamo, os impulsos irão ainda ascender ao córtex e ativar diversas áreas do nosso cérebro, como um informe de algo errado no organismo.


Por fim, chegamos a MODULAÇÃO, onde o cérebro avalia as condições que geraram os estímulos de dor, podendo então passar pelo processo de Facilitação ou Inibição, no qual a dor pode ser facilitada por conta de estarmos sofrendo um maior risco de vide (sentiremos mais dor) ou a dor pode ser inibida (sentirmos menos dor ou nem sentirmos), quando nosso cérebro percebe que não estamos sobre tamanho perigo.


Assim que a dor nos “atinge”, diversas áreas do cérebro são afetadas, sendo elas:

  • Córtex Motor;
  • Córtex Cingulado;
  • Córtex Pré-frontal;
  • Amígdalas;
  • Córtex Sensorial;
  • Hipotálamo e Tálamo;
  • Cerebelo;
  • Hipocampo (do cérebro, não a criatura marinha Hipocampo da mitologia grega); e
  • Medula Espinhal.

Anestesia

A anestesia propriamente dita, foi fruto de descobertas de proporções quase que acidentais que mais tarde, foram estudadas e rebuscadas pela comunidade científica, contudo, desde as antigas civilizações podemos notar a utilização de medicinas tribais, utilização de ervas e rituais hipnóticos como anestesia. Um passo inovador para o mundo da anestesiologia, foi dado pelo Dr. Horace Wells, dentista, ao descobrir que o Óxido Nitroso, mais conhecido como gás do riso, funcionava como anestesia. Outra descoberta que ficou muito famosa, foi a de que a utilização do Éter como anestesia também funcionava, esta demonstração foi feita por meio de uma cirurgia como demonstração pública pelo Dr. William Thomas Green Morton, também dentista. Hoje ainda é do cotidiano médico, e acredito que sempre será, ter de instruir os pacientes sobre a anestesia, não é incomum pessoas acreditarem “que não irão voltar” da anestesia, assim como pensam o mesmo do transe hipnótico. A função da anestesia não é nada mais que retirar a sensibilidade seja local, regional (raquidiana, peridural, sequencial e bloqueio dos nervos periféricos) ou geral do corpo, dentro da definição de sensibilidade, está a dor, afinal, dependendo do procedimento cirúrgico, principalmente as cirurgias de grande porte, demandam retirar a sensibilidade da musculatura do paciente para que ele não consiga se mexer e também gerar o efeito de amnésia, mesmo que ele permaneça acordado durante toda a operação. O problema com as anestesias, são geralmente voltadas a anestesia geral, todavia acidentes com a mesma tem a mesma proporção que acidentes aéreos, são raros, mas quando ocorrem, tem grande abertura na mídia e dão a impressão imediata de que “anestesia é perigosa”.


Para as pessoas que temem a anestesia sendo ela química ou inalável e estão neste momento lendo um artigo de uma empresa especializada em hipnose, lhe é recém chegada uma boa nova, a hipnose pode substituir a anestesia convencional, não apenas para pequenas operações odontológicas ou para levar injeções, a hipnose pode auxiliar cirurgiões levando os pacientes ao estado de coma hipnótico, onde qualquer estímulo ou sinal se torna desnecessário ao corpo, ou seja, nem dor, nem toques nem o seu sistema de autodefesa pode incomodar o paciente. O paciente fica em um estado “vegetativo” que chamamos de Estado Esdaile, este estado mental foi descoberto por James Esdaile (06/02/1808 – 10/01/1859), cirurgião escocês, onde mesmo antes da anestesia ser criada, J. Esdaile já realizava cirurgias por um processo indolor. A taxa de mortalidade em operações cirúrgicas em Londres (para onde J. Esdaile havia se mudado e também no restante do mundo moderno) no período da vida profissional de J. Esdaile era de 80%, quando J. Esdaile descobriu a hipnose e se utilizou dessa ferramenta, pode reduzir essa taxa para uma variável entre 4% e 6%. 

Por que usar a anestesia por hipnose?

É de fácil conhecimento popular as histórias contadas a respeito dos acidentes ocorridos em cirurgias, levando em conta que no ano de 2017 em um único mês haviam sido feitas 83 mil cirurgias plásticas no Brasil, o que mais se tem sobre a área cirúrgica são relatos e histórias de cunho assustador. Nem todas são falsas!


Diferentemente do processo anestésico por hipnose, no processo anestésico químico você pode acordar durante o procedimento cirúrgico ou recusar a anestesia, onde o paciente irá passar quase que um processo de cobaia com tantas injeções, recentemente pude acompanhar uma amiga acadêmica que ao dar entrada na sala cirúrgica, só veio a ficar inconsciente na nona tentativa do anestesista, como se o organismo dela não quisesse aceitar a anestesia. Além do relato de que por mais que ela tenha ficado inconsciente, ela relatou ter sentido desde dores suportáveis até dores extremas.


Outro risco que se tem na anestesia (geral) e agora entramos no âmbito de casos graves, são paradas cardíaca, parada da respiração, problemas cardíacos, pulmonares e renais em geral ou até mesmo sequelas neurológicas em pacientes de saúde debilitada por motivos de desnutrição. A anestesia química também pode apresentar efeitos colaterais como enjoo, vômito, dor de cabeça sem contar a possibilidade não incomum de reações alérgicas aos medicamentos anestésicos, sendo os medicamentos mais comuns: benzodiazepinas, narcóticos, sedativos, relaxantes musculares e gases halogenados.


Nos demais tipos de anestesias (sedação, local e regional) podemos analisar uma certa congruência entre seus riscos, sendo eles de certa forma semelhantes, é comum que na aplicação destas anestesias corra-se do risco de infeção na região da aplicação anestésica, enjoo, delírios, dificuldades respiratórias e alteração do ritmo cardíaco (mais comuns em anestesia de sedação), toxicidade sistêmica, danos nos nervos e febre. Geralmente, muitas das complicações atreladas a anestesia química vem derivado de problemas que o paciente já possuía, como doenças cardíacas, renais, hepáticas ou pulmonares.  


A anestesia por hipnose é uma função de proporção miraculosa da mente humana, ela dá a capacidade de bloquear qualquer sensação de dor, ignorando completamente qualquer sinal de dano tecidual, sendo assim, é possível que se realize uma cirurgia sem utilizar anestésicos em um paciente. A hipnose é uma ferramenta neurofisiológica do nosso cérebro, logo, totalmente natural, não há contraindicação para a hipnose, hipnose não causa alergias, hipnose não necessita de agulhas, hipnose não estressa ou causa medo em pacientes, hipnose não irá matar um paciente por erro de dosagem e muito menos irá passar o efeito durante uma operação cirúrgica, fazendo com que o paciente comece a se debater de tanta dor que está sentindo, não, a hipnose é um estado natural de foco e concentração mental onde o paciente irá estar consciente durante a operação cirúrgica e irá ele mestre controlar sua anestesia do forma que preferir. Da mesma maneira é realizado o hypnobirthing, parto com hipnose, onde a mãe controla seu transe hipnótico e realiza todo seu trabalho de parto sem receber anestesia, afinal, pela hipnose ela escolhe não sentir dor.

Vantagens da anestesia hipnótica

  

Já existem estudos comprovando os benefícios da hipnose para a fase do pós-operatório, a hipnose traz facilidades e melhoras ao corpo humano quase como se fosse um “superpoder” do ser humano. Pela hipnose, o processo de regeneração tecidual e cicatrização é acelerado, as funções motoras são restabelecidas com facilidade e em menor tempo do que por alguém que realizou uma cirurgia com anestésicos.

Para que você, presente leitor, não tenha dúvidas ou receios da obra que lê, clique AQUI, AQUI ou AQUI e leia algumas notícias que irão comprovar nossas citações.

Veja no primeiro link acima como um senhor de 88 anos teve seu peito aberto e uma válvula na aorta trocada sem anestésico algum, apenas induzindo o Sr. Achille Courtois ao transe hipnótico. Esta cirurgia foi realizada no Hospital Universitário de Lille, norte da França, que deu declarações de que irá realizar outras cirurgias com a hipnose como anestesia para realizar maiores estudos. Em menos de sete dias o idoso Sr. Courtois de 88 anos já havia se recuperado da cirurgia no coração e estava trabalhando de novo.

Considerações Finais

  

Chega-se à conclusão de que a hipnose é uma ferramenta quase que inexplorada, como pode a comunidade cientifica ter conhecimento de que cirurgias eram realizadas em processos indolores antes mesmo da anestesia ter sido criada e não terem aprofundados estudos sobre? Por mais que a hipnose seja eficaz, ainda assim a anestesiologia deve continuar seu excelente trabalho, não são todas as pessoas que irão se permitir entrar em transe, logo, para aqueles que querem ter um procedimento cirúrgico de forma consciente, com um pós-operatório facilitado e melhorado, sem efeitos colaterais e totalmente natural, a Hipnos Centro de Hipnose indica a anestesia por hipnose, claro, além de ser um processo mais barato que a anestesia química.


Filipe Luís Souza

Hipnólogo, Hipnoterapeuta e CEO 


Fontes:  

  • Unimed João Pessoa 
  • KANDEL, E.R et al. Principles of Neural Science. 4th ed., Ed. McGraw-Hill, 2000.
  • BEAR, MF et al. Neurociências, 3a edição, Ed. Artmed, 2008.
  • GP Acess (UK)
  • NSW Government – Health Hunter New England Local District
  • OMNI Hypnosis Training Center
  • MD Saúde